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Curtas, vol 1

Postado em Cinema, GT3, Livros em Setembro 21, 2009 por Leandro Alexandre

Começa no dia 24/09 o festival de cinema do Rio de Janeiro! São longas, não curtas, ao contrário do título do post… Quero assistir o novo filme do Tarantino, Bastardos Inglórios, entre outros que parecem bem interessantes. As exibições serão feitas fora das grandes redes de cinema, ou seja, nada de kinoplex etc etc. Por exemplo, o filme do Tarantino será exibido no Odeon, Espaço de Cinema 1 (um dos cinemas lá da Voluntários da Pátria) e Leblon 1. O preço dos ingressos ainda não está disponível no site do evento. A propósito, http://www.festivaldorio.com.br/site2009/ é o site.

No próximo fim de semana ocorrerá a etapa do Rio da GT3. Pra quem não conhece, a GT3 é uma categoria criada em 2006 que conta com carros como Ferrari F430, Aston Martin DBRS9, Lamborghini Gallardo, Porsche 997, Chevrolet Corvette Z06, Dodge Viper Competition Coupé, Ascari ZW1R, Morgan Aero V8, Ford GT e Jaguar XKR. É um prato cheio pra quem gosta de carros esportivos. Ano passado eu fui, e o evento é realmente muito legal, e a organização no autódromo de Jacarepaguá é satisfatória. Na ocasião, a entrada foi 1Kg de alimentos não perecíveis. Esse ano, as informações sobre o ingresso ainda não estão disponíveis no site da categoria. Mais informações: http://www.gt3.com.br/

Quinta foi assistir o filme Die Welle – A onda (que merece uma postagem a parte…) na Estação, em Botafogo (Voluntários da Pátria, 88) e encontrei mais um sebo muito bom. Ele não é maior que o sebo que indiquei na postagem anterior, mas apesar disso, ele possui uma variedade de assuntos bem maior. Além disso, você pode encontrar lá discos de vinil, cds usados, peças decorativas com temática cinematrográfica e musical etc etc. Recomendo fortemente!!

Até a próxima!

In the Valley of Elah (No Vale das Sombras)

Postado em Cinema em Abril 18, 2008 por Leandro Alexandre

In the Valley of Elah é mais um filme inspirado pela guerra gerada no Iraque pelos EUA. Ao contrário de outros filmes, este não se prende à guerra em si, mas sim a uma história (baseada em fatos reais) particular do retorno de um militar americano ao seu país. De forma bastante resumida, o que ocorre é que ao voltar para os EUA, esse tal militar desaparece misteriosamente, e então um departamento local da polícia começa a investigar o caso, com as constantes intromissões do pai do militar, que por sua vez, é um ex-militar… Além disso, o filme dá uma leve pincelada sobre os problemas com drogas que os soldados sofrem durante a guerra.

Enfim, mesmo com grandes atores ( Tommy Lee Jones, Charlize Theron e Susan Sarandon), In the Vallley of Elah é um filme que não me empolgou muito. A primeira vista, me parece que o filme seria melhor se o diretor resolvesse dar um enfoque mais policial ao filme, e não um enfoque extremamente dramático. Sem dúvida esse filme possui um apelo muito maior nos Estados Unidos, como é de se esperar, já que essa é uma realidade essencialmente norte americana.

BTW: Aprendi nesse filme que quando se hasteia uma bandeira nacional de cabeça para baixo, significa que esse país está em completo caos, pedindo desesperadamente ajuda internacional. Será que o Japão…. esse tempo todo?? Talvez não…

Veredicto: nota 7.0

Site Oficial: http://wip.warnerbros.com/inthevalleyofelah/

Mais Estranho que a Ficção

Postado em Cinema em Fevereiro 5, 2008 por Leandro Alexandre

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Mais Estranho que a Ficção é um dos filmes (senão o mais, já que dormi assistindo Being John Malkovich) mais insólitos que já assisti. São nessas horas que sinto que vale a pena não gostar de assistir desfiles de escolas de samba. O filme, dirigido por Marc Foster (A Última Ceia, Em Busca da Terra do Nunca e A Passagem), tem um início que me pareceu preceder uma tosquidão sem fim, e se você também pensar assim ao iniciar o vídeo, insista, pois eu garanto que o filme vale a pena.

O filme conta a história de um funcionário público que, num belo dia, começa a escutar uma voz, como se esta estivesse narrando sua vida. Isto causa uma mudança radical em sua vida regrada ao extremo, pois a todo custo ele passa a tentar descobrir quem é essa narradora e o que ela pretende. Ou seja, temos uma história dentro de uma história.

Eu, inimigo número um dos trailers e resenhas que se alongam demais, paro por aqui, pois acredito que é muito mais prazeroso descobir os detalhes dos filmes assistindo-os, e não lendo num blog.

Outra coisa que posso contar, sem estragar a história do filme, é que a trilha sonora é sensacional, contando com bandas como The Clash, Spoon (yeah! Indie Rock!!!), Maximo Park ( yeah! Indie Rock again!!!) e cantores como Wreckless Erick. Além disso, o filme entra nos seus momentos finais com uma música clássica muito bonita chamada La petite fille de la mer, que me fez lembrar da minha obra clássica preferida, Nocturne Op. 9 No. 2, de Chopin.

Enfim…um filme com Will Ferrel dificilmente seria menos do que excelente!!! (Tirando Austin Powers e The Producers, claro huhaahaahaua). Um filme realmente tocante, que espero que você assista. Traga um DVD e alguns biscoitos que gravo para você! (isso soou insólito?). Só não entendi o comentário na figura acima dizendo que o filme é uma comédia…

Veredicto: nota 10. 

Colour Me Kubrick

Postado em Cinema em Novembro 27, 2007 por Leandro Alexandre

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Como de costume, diversos bons filmes ficam pouco tempo, ou nem entram em cartaz no circuito comercial. Colour Me Kubrick é mais um filme que se enquadra nessa situação. Raciocinando da maneira como o circuito comercial o faz, é muito fácil se convencer que eles acertaram na aposta de deixar de fora mais esse filme, já que muitas pessoas nem sequer conhecem o diretor Stanley Kubrick, e portanto jamais iriam ao cinema assistir um filme que gira em torno desse “desconhecido”.

O filme, baseado em fatos reais, narra a história de Allan Conway, um agente de viagens que, fazendo uso da característica reclusão social de Kubrick, se faz passar pelo famoso diretor durante a gravação do filme”De olhos bem fechados“. Allan Conway começa então a freqüentar a alta sociedade londrina, e com isso obter vantagens de todas as espécies (todas as espécies mesmo!) em troca de papéis em fictícios futuros filmes.

Além da interessante história, a trilha sonora de Colour Me Kubrick é composta por diversas músicas dos filmes dirigidos por Stanley Kubrick! Isso é com certeza um ponto a mais a favor do filme. Outro ponto alto é a interpretação sensacional de John Malkovich, que faz o papel de Allan Conway.

O filme foi dirigido por Brian Cook, que trabalhou com Kubrick em De olhos bem fechados, e foi lançado nos EUA em Março deste ano. No Brasil, o filme foi lançado em DVD com o nome “Totalmente Kubrick”.

Se você ainda tem dúvidas de como uma pessoa que em nada se parece com o verdadeiro Stanley Kubrick poderia se passar por ele, aqui vai a notícia publicada pelo jornal The Guardian na época desses acontecimentos:

By Andrew Anthony
Sunday March 14, 1999

“In the early Nineties, a man called Alan Conway went about London telling people he was Stanley Kubrick. Strangely, even though he was English, beardless and had apparently only seen a couple of Kubrick’s films, Conway persuaded various influential figures that he was indeed the semi-mythical, hirsute American director who had exiled himself in Hertfordshire.

One evening in Covent Garden, a tableful of showbiz-savvy Americans – including the New York Times’s then razor-sharp theatre critic Frank Rich, and a Hollywood producer who had actually met Kubrick – fell for Conway’s act. As ‘Kubrick’, Conway gained entrance to the Groucho Club and other exclusive nightspots, where he was careful never to pay a bill or sign a cheque. He went backstage at the theatre and told Julie Walters and Patricia Hayes he was considering using them in a film. Others who thought they had befriended the world’s most reclusive ‘auteur’ included the former Tory MP Sir Fergus Montgomery and the light-entertainment vocalist Joe Longthorne.

Eventually, Conway, a former travel agent, was unmasked in a Vanity Fair article and went on to admit his deception on TV, in a series called The Lying Game. Far from appearing sad or pathetic, there was something morally satisfying about the story. The director of 2001: A Space Odyssey had long ago left behind the world of fame, but celebrity abhors a vacuum. If Kubrick did not want to exist in public, then somebody had to invent him. The reason Conway’s invention proved so successful had little to do with his powers of mimicry but much to do with his victims’ weakness of vanity. People believed Conway was Kubrick because they wanted to believe one of the planet’s most secretive men had decided to reveal himself to them.

‘I really did believe I was Stanley Kubrick,’ Conway admitted. ‘I could have carried on until the day I died.’ Or, he might have added, until Kubrick died.

One evening last week, at the door of a grim little flat in Harrow, north London, I asked to see Alan Conway. ‘I’m his son,’ answered a young man. ‘What’s it about?’

‘Stanley Kubrick.’

‘He’s dead,’ said the man, who introduced himself as Martin Conway.

‘Yes,’ I said. ‘He died a few days ago.’

‘No,’ he explained. ‘My father, Alan Conway, is dead. But come in, I’ll tell you about him. You’ll get more truth out of me than you ever would have done from him.’

Conway Snr died at home on 5 December last year, just a few months before the man whose identity he had so profitably adopted expired in his country mansion. His son, a 23-year-old law student, invited me into a cramped living-room and set about telling a tale that, in its own twisted way, rivalled Kubrick’s for mystery. By turns comic, tragic and bizarre, it also exposed a humanity more raw and complex than any depicted in the filmmaker’s oeuvre.”

Site oficial do filme: http://www.colourmekubrick.com/

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Um brinde aos bons filmes!!!

Metal, A Headbanger’s Journey

Postado em Cinema, Música em Novembro 24, 2007 por Leandro Alexandre

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Metal, a Headbanger’s Journey é um documentário criado por Sam Dunn (um “metaleiro” que se tornou antropólogo) que trata essencialmente da história do heavy metal e de sua interação com a sociedade em geral. Esse filme ficou em cartaz pouquíssimo tempo e em pouquíssimas salas de cinema aqui do Rio. Apesar de não ser grande fã dessa vertente do Rock, assisti o DVD ontem. O filme é recheado de entrevistas, tanto de integantes de bandas famosas como Iron Maiden, quanto de sociólogos etc que estudam esse tema. Achei legal que em alguns momentos, surge um certo didatismo no filme, mostrando a evolução dos gêneros ao longo do tempo por meio de diagramas. Seria melhor se pudéssemos ler esses diagramas, já que usaram uma fonte muito pequena, e eu não consegui ler (talvez numa tela maior e com maior resolução a leitura seja facilitada).

Acho que uma boa maneira de analisar documentários é substituir mentalmente o tema que está sendo tratado por outro tema qualquer. Com isso, podemos deixar nossas preferências pessoais de lado e então analisar friamente a estrutura do documentário. Fazendo isso pro filme em questão, conclui que já vi documentários muito, muito melhores do que esse, porém sem dúvida alguma, os fãs de heavy metal irão gostar e ficarão gritando “metaaaaal” enquanto assistem o vídeo…

Site oficial do filme: http://www.metalhistory.com/ 

Até a próxima!!!

The Corporation

Postado em Cinema em Novembro 24, 2007 por Leandro Alexandre

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Sempre achei muito interessante o mundo das gigantescas corporações mundiais, então seria para mim quase impossível não gostar do documentário The Corporation.

Esse premiado filme escrito por Joel Bakan, e co-dirigido por Mark Achbar e Jennifer Abbot tem como característica principal (e que serve como linha de raciocínio durante todo o documentário) a comparação das características das megacorporações atuais com as características de um psicopata, ou seja, o documentário se propõe a diagnosticar esse “doente” que em princípio traz diversos males para a sociedade.

Ao longo do filme, vemos diversos fatos chocantes ligados ao mundo corporativo. Como exemplo, cito o caso da empresa Monsanto que, numa atitude irresponsável, criou uma droga “milagrosa” para que as vacas produzissem mais leite. Só mais tarde ficou claro que essa droga (que por sinal foi comprovadamente testada de maneira insuficiete, e mesmo assim aprovada pela FDA) era transportada para os seres humanos através do leite dessas vacas, o que acabava por causar câncer nos consumidores desse leite (leite batizado? Isso me lembra alguma coisa aqui do Brasil) . Outro exemplo abordado pelo filme é a questão das condições sub-humanas as quais empregados (escravos, para ser mais preciso) dessas megacorporações são submetidos ao trabalhar nos seus tentáculos industriais no terceiro mundo.

O filme conta ainda com a participação de Michael Moore, autor de documentários como Bowling for Columbine e Fahrenheit 09/11 .

Outra coisa legal, é que o filme foi disponibilizado livremente na internet. Seus autores criaram um arquivo torrent que pode ser baixado usando um programa de download de sua preferência, como o Bittorrent ou o Bitcomet, por exemplo. O DVD baixado é composto por 3 arquivos: a primeira parte do documentário, a segunda parte do documentário e os extras. A única coisa que os autores pedem, é que você faça alguma contribuição financeira para ajudar a equipe que produziu o filme.

Eu sinceramente espero que todos assistam esse documentário ao menos uma vez na vida.

O site oficial do filme é: http://www.thecorporation.com/

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